Data redonda: 14 de março, o dia do Pi.

No ano passado, tive a satisfação de editar para a Abril alguns volumes didáticos sobre matemática numa série voltada para a gurizada que faria o Enem. O material é recheado de histórias, curiosidades e notícias que conectam a matemática com coisas do dia-a-dia.
Uma das curiosidades tem a ver com o dia de hoje. Esta é uma versão do texto mais longa que a que efetivamente saiu publicada (a imagem não saiu no livro):

Dia do Pi

Nerds ao redor do mundo comemoram a data com festas recheadas de formas redondas, como pizzas e bolos. 

O dia 14 de março não é lembrado no mundo da matemática apenas pelo aniversário do gênio da física Albert Einstein. A data é considerada um “feriado nerd”, algo pouco convencional para os simples mortais, mas a causa é nobre.

O número do Pi é a constante matemática que representa a razão entre o comprimento da circunferência de qualquer círculo e o seu diâmetro, algo como 3,141592653… . Simplificado, o Pi é conhecido apenas como 3,14 e, por isso, é comemorado no 14º dia do mês 3, ou seja, 14 de março.

E para celebrar a razão matemática em grande estilo aritmético, engenheiros, físicos, matemáticos – ou simplesmente tarados pela teoria dos números – organizam festas com quitutes em formas redondas. Alguns preferem pizzas, outros as tradicionais tortas e bolos ou uma simples maçã. O que não pode é deixar o dia passar em branco. Para os simpatizantes dos números, o Dia do Pi é tão importante quanto o Dia dos Namorados, por exemplo.

A primeira festa em comemoração à data foi realizada em 1988, no museu Exploratorium, de São Francisco, nos Estados Unidos. A ideia foi do físico Larry Shaw, que trabalhava no museu e que depois ficou conhecido como o “Príncipe do Pi”.

No Twitter, postei o número Pi até a última casa após a vírgula que cabia nos 140 caracteres:
3.1415926535897932384626433832795028841971693993751058209 74944592307816406286208998628034825342117067982148086513 282306647093844609550582231
Se você quer conhecer mais sobre o Pi e outras histórias da matemática, recomendo vivamente “O Livro dos Números – uma história ilustrada da matemática“, de Peter Bentley. O autor não se preocupa em ensinar você como se eleva um número ao quadrado. Ele conta como surgiu a necessidade e como os antigos a resolveram.
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Eu, que na escola fui mais fã de história que de matemática, fiquei fascinado. Se a professora Carmen Regina, da sétima série, tivesse um décimo daquela didática, eu dificilmente teria cabulado justamente a aula dela pra assistir à estreia do filme “Batman”, aquele com o Jack Nicholson no papel do Coringa.
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Na Livraria Cultura, porém, o livro consta como “esgotado no fornecedor”. Mas sebo é pra isso, né? A Estante Virtual tem três volumes à venda.
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(Por transparência: eu ganho 4% do preço de qualquer coisa que você comprar no site da Livraria Cultura a partir dos links que eu coloco aqui para o site deles. Não sai nem um centavo mais caro para você. Já com a Estante Virtual, que efetivamente tem o livro, eu não tenho acordo nenhum. Meu compromisso com você: eu só indico livros de que eu goste. Vai atrás da dica quem quiser.)
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